De que app precisa a minha empresa? Este artigo descreve seis tipos de app para empresas: de fidelização de clientes, de comunicação interna, de gestão de obras, para técnicos de campo, para comerciais e aberta ao público nas lojas de aplicações. Diz o que distingue cada uma e indica como escolher a sua, antes de pedir orçamentos.

1. App de fidelização de clientes

Serve para que os clientes voltem. Tem quase sempre uma conta de cliente, um cartão ou pontos, ofertas e avisos. O que muda de empresa para empresa é de onde vêm os dados. Se a compra é registada na caixa ou no sistema de faturação, a app tem de ler esses registos para atribuir pontos sem que ninguém os escreva à mão.

Pergunte-se antes de encomendar: o cliente vai abrir esta app mais do que uma vez por mês? Se não, um cartão em papel ou um registo por número de telemóvel pode servir melhor. Uma app só compensa se der ao cliente um motivo regular para a abrir.

2. App de comunicação interna

É a app para falar com a equipa: avisos da direção, escalas, documentos, pedidos de férias. É útil em empresas com colaboradores que não têm computador (produção, armazém, lojas, motoristas) e que hoje recebem tudo por grupos de mensagens.

O ponto de decisão é a ligação ao que já existe. Uma escala que se escreve na app e se volta a escrever no sistema de recursos humanos duplica trabalho. Também é preciso decidir quem vê o quê: um aviso para o armazém não tem de chegar ao escritório. As permissões por grupo são um dos fatores que podem pesar no trabalho de uma app interna.

3. App de gestão de obras

Reúne no telemóvel o que numa obra anda em papel: diário de obra, fotografias, registo de presenças, pedidos de material e ocorrências. O responsável de obra regista no local e o escritório vê o ponto de situação sem telefonar.

Um fator a ponderar é o trabalho sem rede. Se a cobertura no local é fraca, a app tem de guardar o que é registado e enviá-lo quando houver ligação. Diga ao fornecedor como é o terreno onde a vai usar: isso pode mudar a forma como a app é construída.

4. App para técnicos de campo

Parecida com a de obras, mas centrada na intervenção: o técnico recebe a ordem de trabalho, vê a morada e o historial do equipamento, regista o que fez, tira fotografias e recolhe a assinatura do cliente. Quando a ordem fica fechada, o escritório pode faturar sem esperar por papéis.

O ganho está em eliminar a segunda introdução de dados, a que alguém faz no escritório a partir de papéis. Por isso, a ligação ao ERP ou ao sistema de assistência técnica é um dos fatores que podem pesar no orçamento.

5. App para comerciais

Dá ao vendedor, na visita, o que ele hoje pergunta por telefone: stock, preços, histórico do cliente, e permite abrir a encomenda ali mesmo. O essencial é consultar o stock real e registar a encomenda sem voltar ao escritório.

Aqui o risco é a app mostrar dados desatualizados. Se o stock que o comercial vê não é o que está no armazém, a app causa mais problemas do que resolve. Por isso, antes de falar de ecrãs, defina de onde vêm os dados e com que frequência se atualizam.

6. App aberta ao público, nas lojas

É a app que qualquer pessoa descarrega e usa, sem ter relação prévia com a sua empresa. Pode ser um serviço, uma ferramenta ou um produto em si. Dois exemplos da Setup Tech:

  • RadioApp, na Google Play, descrita na ficha da loja como «Radio App - Live FM Radio»: serve para ouvir estações de rádio FM, AM e online ao vivo.
  • Network Analyzer, disponível na App Store, que analisa a rede Wi-Fi: segurança, velocidade e características da rede.

As apps públicas têm exigências próprias: a revisão das lojas, a política de privacidade e a necessidade de manter a app compatível quando os telemóveis mudam.

E iOS e Android?

A escolha entre iOS e Android aplica-se a todos os tipos. Se os utilizadores são colaboradores com telemóveis da empresa, um só sistema operativo pode reduzir o âmbito; se são clientes ou o público em geral, convém cobrir os dois.

Como escolher a sua

Três perguntas ajudam a decidir antes de pedir orçamentos:

  1. Quem vai usar a app? Clientes, equipa ou público. Define o tipo e o nível de acabamento.
  2. De onde vêm os dados? Se vêm de um sistema que já existe, a ligação a esse sistema é o centro do projeto. Num projeto da Setup Tech com uma empresa de metalomecânica, a integração com o PHC eliminou 6 horas de introdução manual de dados. É outro tipo de projeto, mas mostra o que a ligação entre sistemas evita.
  3. O que acontece sem ligação à internet? Se a resposta é «continua a trabalhar», isso muda a forma como a app é feita.

Com estas três respostas, um fornecedor consegue dar-lhe um orçamento que se compara com outro.

Perguntas frequentes

Uma app serve para mais do que um tipo? Pode, mas convém começar por um. Uma app que tenta ser de fidelização, de encomendas e de comunicação interna ao mesmo tempo demora mais a lançar e é mais difícil de usar.

Quanto tempo demora? Depende do âmbito e dos sistemas a ligar. Só um fornecedor que perceba o seu caso lhe consegue dar um prazo realista.

Próximo passo

A Setup Tech desenvolve software há 10 anos e a equipa está em Vila Nova de Famalicão. Descreva-nos o que a app tem de fazer e quem a vai usar.

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